BANG!!! começou!!!
não, não...ainda não começou...o que esta parado não começa. Também não termina, e essa é uma possibilidade a se pensar...
Ando pela rua apontando meu maravilhoso intelecto pra tudo quanto é tipo de filho da puta. Mendigos. Madames com poodles. Advogados. Donos de bar. Padres. Jesus cristo. Putas. Garotinhas comportadas mais do que putas. Julgo todos. São todos merda... se você passar por mim vou te julgar também, e pode apostar que meu veredicto vais ser: merda! Ninguém escapa. Mas raros são os momentos que me aponto o dedo e me julgo, mas sempre chego a mesma conclusão: merda. Parece que merda é tudo que tenho na cabeça...
Ando por ai pensando em como todos tem medo da liberdade. Chorões deprimidos gritando por ajuda. Entediados. Todos com medo de tirar o pinto pra fora e botar pra foder. Cagões.
SALVEM A BIENAL!!!! MARGINAIS!!! PICHADORES DE MERDA!!!!
suas putas! Apesar de duvidoso, tiro meu chapéu praqueles marginais.
Vocês não sabem o que é ser livre. Não ter medo. Viver.
Estamos em um tempo condenado. Todos estão presos. Você pensa que é livre? Então tente... tente qualquer ato libertário e antes mesmo de começar você vai se julgar, se impedir, se julgar, se condenar e se punir. Retardado. Prisão pra mente. Não foi assim que a xuxa te ensinou?
Faço isso o tempo todo.
Isso é fácil. Tente...julgar é fácil.
Difícil é me olhar no espelho.
Difícil é me ver morando às custas de alguem na beira da Av. Paulista. Em um prédio de luxo. Em um apartamento gigantesco. Que deve ter custado mais do que eu imagino que terei durante toda minha vida. Difícil é ver o caminho que estou trilhando. Caminho quase igual ao de todos vocês, seus putos. Talvez eu pense um pouco diferente... mas tenho os mesmos medos. Estamos presos na mesma cela.
Eu queria viajar. Sem destino. Sem abrigo. Somente o céu como teto, me olhando com suas estrelas. Sem certezas. Eu queria bater em uma velha madame, dessas que andam com poodles em carrinhos de bebê. Eu queria assaltar um super mercado e correr do segurança. Queria fazer uma fogueira e queimar sua mobilia. Eu queria me sujar. Me lançar no abismo.
Queria enfrentar chorozom e resistir. Ser forte. Queria te lançar um feitiço e te deixar de cama pelo resto da vida. Eu queria viver. Eu queria ser forte o bastante para agüentar a liberdade. Liberdade é para os fortes. Os escravos servirão. Queria mudar. Mudar tudo. Não pra você, com você eu não me importo (e espero que você tenha o bom senso de não se importar comigo). Mudar em mim, mudar o tempo todo. Não ter argumentos. Não ter certezas. Não ter razões.
Talvez pular pela janela e criar asas. Sobreviver a sociedade.
Eu queria ser.
Talvez eu faça....talvez não.
Por enquanto, estamos no mesmo barco. Seguindo um rio fétido rumo ao inferno. Penso que os que tem coragem de pular na merda e fazer seu próprio caminho são mais felizes... se não mais felizes, pelo menos vivos e livres.
Porra de vida fudida que fui fazer.
Talvez eu consiga me quebrar e me montar de outro jeito.
Talvez eu ainda lance um molotov.
Talvez eu pare de reclamar e comece.
Esse é o problema do 'talvez', ele não é nada. 'Talvez' não muda. Ou é, ou não é.
Um foda-se sempre ajuda. Então FODA-SE.
Bjo na sua bunda cabeluda.
Tenha decência e me mande tomar no cu por essa besteira toda.










