As nove teses da Rua Agusta.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Aguardem pois o inicio se aproxima, em breve com vcs o objetivo final desse blog capenga: TRazer a luz a palavra do paradoxismo.

Abraço a todos


Agora contribuindo oficialmente

meninos tem pênis. meninas tem vagina.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

BANG!!! começou!!!
não, não...ainda não começou...o que esta parado não começa. Também não termina, e essa é uma possibilidade a se pensar...
Ando pela rua apontando meu maravilhoso intelecto pra tudo quanto é tipo de filho da puta. Mendigos. Madames com poodles. Advogados. Donos de bar. Padres. Jesus cristo. Putas. Garotinhas comportadas mais do que putas. Julgo todos. São todos merda... se você passar por mim vou te julgar também, e pode apostar que meu veredicto vais ser: merda! Ninguém escapa. Mas raros são os momentos que me aponto o dedo e me julgo, mas sempre chego a mesma conclusão: merda. Parece que merda é tudo que tenho na cabeça...
Ando por ai pensando em como todos tem medo da liberdade. Chorões deprimidos gritando por ajuda. Entediados. Todos com medo de tirar o pinto pra fora e botar pra foder. Cagões.
SALVEM A BIENAL!!!! MARGINAIS!!! PICHADORES DE MERDA!!!!
suas putas! Apesar de duvidoso, tiro meu chapéu praqueles marginais.
Vocês não sabem o que é ser livre. Não ter medo. Viver.
Estamos em um tempo condenado. Todos estão presos. Você pensa que é livre? Então tente... tente qualquer ato libertário e antes mesmo de começar você vai se julgar, se impedir, se julgar, se condenar e se punir. Retardado. Prisão pra mente. Não foi assim que a xuxa te ensinou?
Faço isso o tempo todo.
Isso é fácil. Tente...julgar é fácil.
Difícil é me olhar no espelho.
Difícil é me ver morando às custas de alguem na beira da Av. Paulista. Em um prédio de luxo. Em um apartamento gigantesco. Que deve ter custado mais do que eu imagino que terei durante toda minha vida. Difícil é ver o caminho que estou trilhando. Caminho quase igual ao de todos vocês, seus putos. Talvez eu pense um pouco diferente... mas tenho os mesmos medos. Estamos presos na mesma cela.
Eu queria viajar. Sem destino. Sem abrigo. Somente o céu como teto, me olhando com suas estrelas. Sem certezas. Eu queria bater em uma velha madame, dessas que andam com poodles em carrinhos de bebê. Eu queria assaltar um super mercado e correr do segurança. Queria fazer uma fogueira e queimar sua mobilia. Eu queria me sujar. Me lançar no abismo.
Queria enfrentar chorozom e resistir. Ser forte. Queria te lançar um feitiço e te deixar de cama pelo resto da vida. Eu queria viver. Eu queria ser forte o bastante para agüentar a liberdade. Liberdade é para os fortes. Os escravos servirão. Queria mudar. Mudar tudo. Não pra você, com você eu não me importo (e espero que você tenha o bom senso de não se importar comigo). Mudar em mim, mudar o tempo todo. Não ter argumentos. Não ter certezas. Não ter razões.
Talvez pular pela janela e criar asas. Sobreviver a sociedade.
Eu queria ser.
Talvez eu faça....talvez não.
Por enquanto, estamos no mesmo barco. Seguindo um rio fétido rumo ao inferno. Penso que os que tem coragem de pular na merda e fazer seu próprio caminho são mais felizes... se não mais felizes, pelo menos vivos e livres.
Porra de vida fudida que fui fazer.
Talvez eu consiga me quebrar e me montar de outro jeito.
Talvez eu ainda lance um molotov.
Talvez eu pare de reclamar e comece.
Esse é o problema do 'talvez', ele não é nada. 'Talvez' não muda. Ou é, ou não é.
Um foda-se sempre ajuda. Então FODA-SE.
Bjo na sua bunda cabeluda.
Tenha decência e me mande tomar no cu por essa besteira toda.

Can't buy me love

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

"Tudo que é sólido se desmancha no ar" é uma citação é Marx meu querido. Nada tem a ver com a volatilidade da matéria, mas da incostância necessária para a alimentação do capitalismo.

Gomi diz "o leitor de Weekpedia num vai entender"

Verdade. Devo desenvolver então? Desenvolverei.

Primeiro: Se vc mora em SP vá numa banca e compre o manifesto do partido comunista. É baratinho, garanto. O preço de uma revista adulta (nunca entendi esse lance de algo "adulto" ser algo pornográfico). E vale mais a pena.
Se vc não mora em São Paulo (e acreditem, isso é um choque para muitos paulistanos - Vida inteligente fora daqui) provavelmente vai ter na livraria da sua cidade, se não tiver na banca mesmo.
Na minha cidade, que não tinha nenhuma livraria, eu achei pra comprar no mercado.
Se ainda sim vc num encontrar, me mandem um email. Eu mando o meu pra vcs.

E é photoshop free. E isso, nos dias de hoje é raridade.


Seguinte brodáge que curte essa parada aqui, a frase quer dizer o seguinte:

No mundo capitalista tudo vai mudar bem rápido, trocar de significado. Pra manter a citação completa (é possível que contenha alguns erros, afinal é de cabeça)

"Tudo que é novo se torna velho, o sagrado se torna profano, tudo que é sólido se desmancha no ar"

O que signifca meus queridos o fenomeno "so last week", explica porque Strokes é uma banda clássica (Pouco importa os detratores, a opinião pública os trata assim), explica porque Blink tb o é (Pouco importa os detratores, a opinião pública os trata assim), explica porque vc NÃO pode sair vomitando "O Capital" (tbm num sabe do que se trata - é a obra máxima do barbudo). explica porque aquele seu amigo - que faz ciências sociais e afirma que o véio tá ultrapassado pois era dogmático - nunca entendeu a maior obra desse tiozão.

Gomi diz "E o capital?"

Tá, o capital é maior realmente (4 volumes contra 100 páginas na versão pocket).

Mas o manifesto é mais interessante. Ele é o marco fundador, ele assentou algumas pedras e 0rganizou pensamentos nunca dantes feitos. O capital foi mais longe? CLARO, mas o manifesto não pode ir tão longe quanto o capital, ele é só uma manifesto.

Gomi diz "E ele manifesta o que?"

Que um fantasma ronda a europa. O fantasma do comunismo.

O livro é muito bom. Mudou a minha vida. Foi o primeiro livro político que eu li que era simplesmente apaixonado. Não sei se foi o tradutor (se foi, minha eterna gratidão) ou se a prosa sempre foi assim. Mas dá pra entender porque ele conquistou tanta gente.

O ponto é simples, e ninguém sacou ao ler: A bagaça muda. Sempre vai mudar. A mudança é a constância do capitalismo. A gente tem q esperar isso, prever, se adiantar talvez. Mas num adianta fingir que não vai mudar, porque vai. Ele vai engolir o que surgir de interessante nas suas bordas e tornar algo próprio. Ele vai vender uma cantorazinha de 16 anos e expo-la tanto, mas tanto que com 23 ela vai estar velha, acabada para o mercado. E o que era novo tornou-se velho antes de se enraizar, o que era sólido se evaporou.

Por isso o amor é tão importante, em eventos enormes ou no pão de queijo.

'Cause money can't buy me love

não é tudo por grana. - . Olhar (ou não).

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Aproveitando uma manhã de inesperado bom humor...
Devo tirar o chapél para o que o Sr. –b. disse (esse rasgamento de seda já ta ficando chato...). De fato, manifestações de amor e desprendimento ainda existem, e que sejam bradados cinco Heils à Heris por isso.
O evento que o Sr. –b citou e o qual participa, é um grande exemplo de como, apesar de tudo, o mundo ainda vale a pena. Mas é um exemplo grande, uma grande manifestação, que não ocorre todos os dias e nem esta acessível a todos (apesar de rolar na faixa, a maioria das pessoas do mundo mora longe demais para ir... háááá). E vindo para o trabalho me ocorreu o pensamento de que existem muitas outras manifestações como essa ocorrendo a todo instante, nas pequenas ações de quase todas as pessoas. Uma carta que se escreve, um poema, um abraço, sorrisos, caminhadas, uma boa noite de sono, se atrasar no trabalho porque se decidiu estender a conversa com um amigo... tudo isso mostra que as pessoas não estão totalmente perdidas, são coisas que se faz por amor, sem esperar nada em troca (talvez aqui eu esteja sendo um tanto otimista demais...mas como já disse, estou de bom humor). E é muito fácil se esquecer dessas coisas e dizer que esta tudo uma merda, mas porque é tão fácil se esquecer disso? Talvez por ser corriqueiro, estar enraizado, é comum, não é grandioso... e creio que o fato disso ser tão banal é que os faz passar despercebidos, e ao mesmo tempo, na contra-mão, demonstra o quanto ainda somos bacanas, fazemos tudo isso espontaneamente.
É claro que nem tudo é um mar de rosas, e nem creio que seja essa a discussão aqui, o que estamos tentando entender é a forma de se encarar as coisas (pelo menos, é isso que estou fazendo agora). Na maior parte do tempo as pessoas agem como estúpidas ou simplesmente perversas, e ainda sim, o mais filho da puta dos engravatados é capaz de ser uma boa pessoa de vez em quando. Como encarar uma situação dessas? Novamente creio que o melhor caminho seja o do meio. Meter o pau na bunda do mundo, tocar o foda-se, e jogar a merda no ventilador ao invés de varrê-la para debaixo do tapete, é muito legal e faz bem pra saúde. Mas parar para olhar nossa própria beleza de vez em quando nos mostra que ainda vale a pena. As duas interpretações são necessárias. Equilibram-se. E é por isso que não me importo em me contradizer, na maior parte do tempo eu quero mais é que você se foda e se afogue na própria merda... mas as vezes também é bom te dar um abraço e reconhecer que você alguém legal.
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Se aprofundando mais no caminho que quero chegar...

É legal trazer essas coisad do macro para o microcosmos-pessoal, ver quer todos temos um lado positivo (que as vezes, fede mais que o negativo... mas insisto no bom-humor), e toda essa complexidade, essa balança ora num lado, ora no outro, nos faz seres humanos (na melhor das hipóteses...). E isso contradiz essa realidade maniqueísta que tentamos traçar boa parte do tempo (“a vida é dura”, “ele tem vida boa”, “ele é uma pessoa horrível”, “ele é um santo”... engraçado como nossa vida é sempre dura, a do outro é que é sempre fácil... bacana esse vício de querer ser guerreiro, sofrido... bastante inútil...). E aqui é onde eu queria chegar no primeiro texto(obviamente fracassado). É tudo complexo demais, cada pequeno passo num domingo ensolarado, cada tragada naquele ultimo cigarro antes de dormir, cada ato comum da vida encerra em si valores demais, variáveis demais. E cada uma dessas variáveis vai ser interpretada de forma diferente por cada pessoa. Um abraço que o candidato a prefeito da em uma criança, pode significar carinho para a mãe do guri... pra mim é pura encenação, vai saber o que é para o candidato!!!? Mas dai você me diz, “mas eu também acho encenação, então eu penso igual a você. Podemos traçar uma certa realidade baseada na nossa concordância”... Balela meu amigo, isso é balela, se pararmos para discutir o porquê achamos encenação, vamos ver que temos motivos diferentes (quanto mais esmiuçarmos esses motivos, mas eles diferem). Quanto mais nos aprofundarmos, mais veremos que discordamos em quase tudo. A “noção de realidade” se mantém enquanto superficial, mas não resiste a um olhar um pouco mais profundo.
Lembram-se daquela história “tudo que é sólido se desmancha no ar”, “em você existe mais vazio do que você”??? Toda essa historinha quântica que se manifesta na matéria. A conclusão máxima da ciência moderna de que na verdade, bem na verdade, nada existe mesmo (e sejamos sinceros... muita gente já sabe disso a milhares de anos, o que adicionado a nossa soberba, só mostra nossa bostice... nós enquanto sociedade Europeizada). Em cada átomo dessa cadeira que você está sentado(a) existe mais espaço vazio do que átomo. Muito bem, já detonamos com essa idéia de realidade física(pelo menos com a idéia de matéria enquanto sólido, imutável.), nos sobra a idéia de realidade enquanto moral, ética e comportamento. Mas, como considerar realidade (coisa que em teoria deveria se aplicar a todos, uma vez que existe independentemente de nossa vontade ou forma de olhar) uma coisa que permite interpretações tão variadas quanto os minutos de sua vida multiplicado pela quantidade de minutos da minha vida, multiplicado pela quantidade de minutos na vida de todas as pessoa que já nasceram e ainda vão nascer?
Na melhor das hipóteses realidade é algo inatingível.
No meu ponto de vista ela simplesmente não existe independente de mim. E toda essa merda foi pra dizer isso. Realidade é o que nós pensamos ser. Você é a realidade. Você é quem molda a existência. Não existe salvador que não você, não existe culpado que não você. Não existe cultura, fé ou religião que não seja a sua. O que você pensa é reflexo do que você faz. Portanto, saber sorrir te faz uma pessoa um pouco melhor.
E novamente digo: Toda essa merda é agente que caga, pisa em cima e ainda reclama.
O mundo foi você quem criou, se não esta gostando... mude!
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E antes que me venham com idéinhas de que isso permite o desrespeito a cultura do outro ou impossibilita a convivência em sociedade, é bom lembrar que do mesmo jeito que eu moldo minha realidade e sou o que eu quiser, você também o faz. Minha liberdade de existir começa precisamente onde começa a sua também.
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"Todo homem e toda mulher é uma estrela". - Liber Al Vel Legis

“Todo homem, mulher e criança nesta Terra é um genuíno e autorizado Papa”. – Principia Discórdia.

“(...)Eu mesmo, não vi ainda um homem que já não seja Deus.” - O Livro dos Prazeres-Austin Osman Spare

Nem tudo é por grana - ainda bem

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Li, reli, refleti e concordei com a texto do gomi aí embaixo - Ele mandou muito bem.

MAS (e adoro os MAS dessa vida) nem tudo ainda foi consumido por essa ânsia, e isso tem q de ser lembrado.

Estou no trampo, já fazem quase sete horas e me preparo agora pra encarar mais 12h.

Pra que!?

Pra preparar uma festa, de certa forma, pra preparar um enorme evento, de outra forma, mas principalmente pra preparar uma enorme declaração de amor. E essa é a perspectiva que realmente me faz insistir em uma jornada de trabalho tão longa.

Eu ajudo, com muita humildade, a preparar uma declaração de amor que vai durar 80h, se iniciando amanhã e terminando domingo apenas. E é do caralho isso.
Pra tornar tudo mais claro: a partir de amanhã rola aqui na praça Roosevelt (fim da Rua Augusta) as Satyrianas. Deem uma pesquisadinha rápida no seu buscador favorito, é fácil achar o que é. E o custo de um evento como esse é altíssimo e o retorno financeiro é ZERO.

Surreal num mundo movido a grana né?

É, mas tem gente que ainda prefere fazer aquilo que acredita, ainda que não ganhe nenhum dinheiro com isso. Toda a festa é uma declaração de amor desmedido pelo teatro, pela arte em geral e principalmente a nós mesmos: Nós vamos batalhar, nós vamos seguir em frente e não vamos nos vender.

"Nascer devendo e se crescer querendo e ainda sim não se vender" O jorge é foda.

Não vou citar nomes pra não acharem que to puxando saco de ninguém, mas essa galera aqui tá fazendo de tudo pra fazer isso acontecer, e ninguém em nenhum momento tá pensando em ganhar nada em cima, só em fazer mesmo.

Por exemplo: Rolarão um sem números de peças teatrais, cinema, música. E aquilo que não for simplesmente aberto cobra aquilo que você quiser pagar pra ver. E isso vem de anos antes do Radiohead, e ao contrário destes, não foi um golpe de marketing, mas sinceridade.

Ouvi mais de uma vez que esse evento é impagável, e frente a uma perspectiva dessas a maioria simplesmente o deixaria de lado. (e falo de todos mesmo)

Esses caras decidiram que se ele é impagável tocar o foda-se e arcar com o prejuízo financeiro, mental e físico (ou alguém acha que um turno de trabalho de 19 horas faz bem a alguém?). Apenas porque é LEGAL fazer. Num tem golpinho, num tem jogada. Essa grana não vai voltar, nem mesmo se pensando em retorno futuro prum próximo evento. Porque ano que vem vai ser do mesmo jeito. Vai ser sem grana, sem tempo e com muito amor. Porque só com muito amor a gente pode pensar em fazer um lance desse.

E vcs podem pensar: "ah, mas vc tá recebendo uma boa grana pra fazer isso, e tirando os organizadores, todo mundo também vai" E te digo que a resposta é: Não, eu num to levando uma boa grana por isso, ganharia muito mais fazendo praticamente qualquer outra coisa e quem participa leva uma quantia boa: ZERO. Eu só to recebendo porque esse é meu emprego. E aliás só aceito receber pq essa é a minha única fonte de renda, e passar fome num eh legal. Se pudesse não cobrar nada, num cobrava.

O mundo continua uma merda, as pessoas só pensam no delas e em ganhar e ter mais e mais. Tudo isso é verdade. Mas ainda bem que existem as T.A.Z's (também de uma pesquisada, vc vai me enteder).

E a partir de amanhã e indo até domingo teremos uma TAZ aqui em Sampa. No centro. Na praça Roosevelt. Ela vai rolar esse ano, e ano que vem tá de volta. Talvez comigo de novo, talvez sem. Mas o mais importante: Acontecendo. E independente de grana, ela vai rolar.

Enquanto houver amor ela vai rolar.

blog devia ter ombudsman.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Texticulo emo

quarta-feira, 15 de outubro de 2008










Estava olhando pela janela do meu quarto agora e me veio uma questão que a muito não me aparecia:
Pra quê??
Pra quê diabos esses prédios? Pra quê essa correria? Pra quê transformar a vida nessa batalha? Pra quê tudo isso?
Quando eu morava no interior, as coisas tinham outro ritmo, é lógico que os malucos-de-terno-atrás-de-grana estão em toda parte, mas o dia passava de outra forma. Por exemplo, lá eu demorava mais ou menos 30 minutos para comer um prato de comida. Aqui, em 10 eu já enchi a pança (e olha que a pança aumentou). E não é uma questão de que antes eu tinha mais tempo para comer, tenho tanto tempo quanto antes. O espirito dessa cidade é que é mais afobado. Mas pra quê essa afobação? Medo de perder o bonde?
Não vou negar que eu gosto dessa puta loucura desnecessária, mas afirmo. É desnecessária!
E por saber que é desnecessária, e apesar de gostar, a pergunta não foge... pra quê?
Pra quê essa luta violenta atrás de sempre mais dinheiro? Que é uma coisa importante para se viver na nossa sociedade, e que é bacana poder gastar sem se preocupar (pelo menos eu imagino que seja) não nego... mas vale uma vida? Vale tantas vidas? O problema não é meu, saca? Se você quer se matar de uma forma estupida e levar um monte de gente contigo, se eu não for uma dessas pessoas, o problema não é meu. Eu realmente não me importo com sua vida... eu só queria entender um pouco melhor essa sua doença.


E pelo amor do santíssimo não me venham dizer que essa batalha toda trava-se para viver nos dias de hoje, que sem dinheiro não se vive, que é preciso trabalhar para construir uma vida melhor, que é isso que se precisa fazer, e essa conversinha conformista pentelha.
Se você pensar algo assim, eu espero que você pegue lepra e morra. Isso tudo eu sei. Que é assim que as coisas funcionam por aqui eu sei. Que essa fantasia da 'necessidade' atinge quase todo mundo eu sei, a minha duvida é porque se chegou a esse nível?


Talvez seja o caso dos impulsos sexuais essenciais pra nossa sobrevivência enquanto espécie.
Um macho com status, ou seja, uma boa referencia dentro de uma sociedade, tem maiores chances de ser um bom provedor de alimentos para a cria. E atendendo a esse impulso, agente acabou nessa corrida para ter sempre mais grana, e assim mais status... a corrida ganhou grandes proporções e virou essa puta zona.
Esse blábláblá freudiano-evolucionista até faz sentido.... mas não me satisfaz. (ta certo que eu coloquei aqui de uma forma bem rasa, puta merda... muito rasa mesmo, mas acho que deu pra pegar a idéia.)
Talvez seja o caso do ser-humano ainda não saber o valor da vida, e ao invés de admirar a natureza e se contemplar com a simplicidade, acabou errando a mão e se perdeu em sua própria estupidez. Tudo atrás de falsas idéias materialistas e perversas. Acabou construindo castelos de vidro sem perceber sua fragilidade, mas se encantando com sua beleza.
Esse blábláblá aqui até faz sentido(bem pouquinho, puta merda... bem pouquinho mesmo, mas faz)... mas é estupidamente nova-era demais pra mim.


(pausa para o cigarro, já volto)


Bem... talvez a resposta que mais me agrade seja mesmo : Por que eles querem!
Simples assim. Uma resposta que faz todo sentido pra mim. Bem lógica.
Talvez eu esteja subestimando o poder da vontade.
É claro que eu não quero fazer da minha vida essa coisa absurda. Eu tenho outros tipos de absurdos em mente. Minhas esquisitices são diferentes da esquisitice da vida “normal”... mas são ambas esquisitas e ambas pelo mesmo motivo: Vontade.
É claro que eu não sou palhaço pra ficar chorando o enfarte de nenhum engravatado, como também não sou palhaço pra chorar morte de soldados. Quem ta na chuva é pra se molhar. Eles sabem e assumem o risco de suas escolhas, e eu os das minhas.
O mundo é assim porque agente quer. Não existe realidade absoluta e imutável(na verdade, não existe nada absoluto e imutável... nem a verdade, muito menos a verdade). Toda essa merda é agente que caga, pisa em cima e ainda reclama.
Foda-se, vou dormir.
Agradeço a souza-cruz, que num golpe de mestre, me deu mais uma resposta inútil pra mais uma pergunta inútil. Tudo a uma módica quantia de minha saúde e um pornográfico arrombo no meu bolso todo mês.Bjundas.

 
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